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Polícia

10/06/2021 12:20

Alunos e funcionários de faculdades alvos do Gaeco cobram solução para diplomas

Desde que a Operação Zircônia foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), em 27 de maio, as quatro universidades de Cuiabá que são investigadas estão de portas fechadas. Com isso, funcionários e alunos estão à espera de resposta quanto ao pagamento de seus salários e à emissão de seus diplomas, respectivamente.

MC Educacional, Polieduca Brasil, Faculdade Poliensino e Poliensino, que funcionam no mesmo endereço, na Avenida Dom Bosco, são acusadas de emitir diplomas e históricos escolares falsos em nome de outras universidades.

A reclamação é unânime: há quase duas semanas, ninguém da instituição dá esclarecimentos acerca do funcionamento das unidades nem atende os telefonemas e questionamentos.

Reprodução

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Print de mensagem recebida por estudantes

“Venho comunicar que o expediente continua suspenso até segunda ordem. O atendimento aos alunos continua pelo telefone. Gostaria de aproveitar para tranquilizar vocês. Nossos advogados estão trabalhando para que tudo se esclareça logo. Em breve vamos voltar a trabalhar”, dizia a mensagem de uma das sócias das universidades aos funcionários, em 30 de maio.

Este foi o último comunicado. Os estudantes, no mesmo sentido, cobram a emissão dos diplomas. Contudo, continuam sendo ignorados pelos sócios e proprietários das unidades de ensino. Uma estudante de Comodoro (a 452 km de Cuiabá) afirmou que seu documento está atrasado há 4 meses. Até agora, não há perspectiva de emissão, segundo ela.

“Para cada um é uma desculpa diferente. Diziam antes da operação que estavam marcando a data, e depois quando marcavam, adiavam. Quando chegava perto da colação de grau eles diziam que tinha acontecido um imprevisto e que não ia dar certo. Então eles iam empurrando com a barriga, marcando, remarcando, e aí não respondendo mais”, explicou à reportagem.

Depois da deflagração da operação, contudo, ninguém mais conseguiu contato com as universidades. Em um grupo de aproximadamente 25 pessoas, alguns estudantes têm diplomas atrasados desde 2018. Valor que eles desembolsaram com o curso de graduação é, em média, de R$ 12 mil.

Outro lado

A reportagem tentou contato com os sócios, que não atenderam aos telefonemas até a publicação desta reportagem. Por meio das redes sociais, contudo, instituição fez uma publicação em que afirmou que lamenta o fato de as empresas estarem sendo investigadas.

“Lamentamos tantas notícias sensacionalistas e caluniosas, que insinuam prisões e sentenciando quem é apenas investigado. Deixamos claro que o que ocorre é apenas uma investigação, onde teremos oportunidade de demonstrar o trabalho sério e legal que vem sendo feito há tantos anos”, disseram.

 

 

 

Fonte: https://www.rdnews.com.br/


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