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07/05/2022 15:25

Mesmo em federação, Lúdio não quer que PT abra mão de majoritárias

No entanto, nomes apresentados por PV e PC do B têm, até agora, mais peso dentro do grupo

LISLAINE DOS ANJOS E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO
Apesar de atualmente o PV e o PC do B apresentarem nomes mais expressivos como pré-candidatos ao Governo do Estado e Senado, o deputado estadual Lúdio Cabral defende que cabe ao Partido dos Trabalhadores marcar posição e lançar nomes nas majoritárias em Mato Grosso.

“É muito importante que o PT vá para a mesa da Federação com candidatura ao Governo e ao Senado. As convenções são em agosto e o PT não pode, quase três meses antes do prazo das convenções, abrir mão das majoritárias”, disse.

 

“Principalmente sendo o partido com responsabilidade de conduzir o programa e a campanha de Lula em Mato Grosso e que tem a tarefa de apresentar de apresentar um projeto alternativo ao que governa o Estado hoje”, completou.

 

Até o momento, se despontam na Federação para a disputa ao Palácio Paiaguás os nomes do vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV) e da ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder (PC do B).

 

Só existe uma eleição perdida: a que você não disputa. E o PT tem exemplos históricos de candidaturas que se apresentaram para a disputa pela primeira vez e tiveram excelentes resultados
Pelo PT, os nomes apresentados são dos professores Reginaldo Araújo, da UFMT, e Domingos Sávio, da Unemat – além do irmão do deputado, James Cabral para o Senado.

 

Questionado sobre a musculatura que tais nomes teriam para a disputa, Lúdio afirmou que se trata de um fator difícil de ser avaliado antes da campanha começar.

 

“Só existe uma eleição perdida: a que você não disputa. E o PT tem exemplos históricos de candidaturas que se apresentaram para a disputa pela primeira vez e tiveram excelentes resultados, além de qualificar o debate, de projetar lideranças para outras disputas”, defendeu.

 

“Por que não agora, com o Lula forte e a população acordando para esse desgoverno, não ter uma candidatura?”, questionou.

 

Segundo Lúdio, os dois nomes defendidos pelo PT ao Palácio Paiaguás já estão em pré-campanha, percorrendo o Estado e dialogando com a base do partido.

 

E apesar do tempo oficial de campanha ser mais curto, menos de 60 dias, o deputado acredita que é possível que o partido tenha resultado expressivo nas urnas, tomando como base os votos de 1/3 da população em Mato Grosso que ele conquistou em 2014, quando disputou o Governo, e do então presidenciável Fernando Haddad, em 2018.

 

“E em 1998, o [Carlos] Abicalil era presidente do Sintep e foi candidato em uma eleição que era polarizada entre Dante de Oliveira e Júlio Campos. E teve um bom resultado, qualificou o debate eleitoral e projetou uma liderança para na eleição seguinte ser deputado federal”, citou.

 

“Se em 2018 Haddad teve 33% e em 2014 eu tive 34% dos votos, quem garante que em 2022 a gente não ganha a eleição? Tem que acreditar”, completou.

 


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