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Polícia

10/06/2021 12:15

2ª fase da Operação Overpriced impõe cautelares a 4 servidores e bloqueia bens

A segunda fase da Operação Overpriced foi deflagrada na manhã de hoje (10). Nela, a juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, determinou o bloqueio de valores no valor de R$ 2,1 milhões e impôs medidas cautelares a quatro servidores investigados à época dos fatos, possivelmente envolvidos com a organização criminosa.

Eles estão proibidos de ter acesso à secretaria municipal de Saúde de Cuiabá e de ter contato entre investigados e servidores dos quadros do órgão de saúde da Capital. Não há mandados de busca e apreensão e nem de prisão nesta fase da operação deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e pelo Gaeco.

Segundo a Deccor e o Gaeco, após a deflagração da primeira fase, realizada em outubro do ano passado, e com base nas novas provas coletadas e em auditorias do Ministério da Saúde, por meio da Seção de Auditoria de Mato Grosso, a equipe da Deccor identificou irregularidades em procedimentos licitatórios envolvendo, ao menos, três empresas que forneceram medicamentos à secretaria municipal de Saúde, por meio de dispensa de licitação, durante o período da pandemia ocasionada pela Covid-19.

Foram detectadas irregularidades procedimentais com direcionamento para favorecer as empresas contratadas. Além disso, verificou-se que houve uma coordenação de aquisições baseadas na superestimação de consumo de medicamentos, muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos.

Além de compras em excesso, os investigadores verificaram o sobrepreço de medicamentos e a compra de fármacos por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à Covid-19, que, no entanto, não são utilizados para o tratamento relacionado ao coronavírus.

Com a deflagração desta fase da operação, a Deccor procederá com o interrogatório dos suspeitos que ainda não foram ouvidos, para finalização e envio do inquérito policial ao Poder Judiciário, uma vez que todas as provas técnicas já foram produzidas em conjunto com o Ministério da Saúde.

1ª fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em 1º de outubro do ano passado após força-tarefa montada entre Polícia Civil, Ministério Público Estadual (MPE) e Controladoria Geral do Estado (CGE) ter demonstrado que a compra de Ivermectina 6MG-comprimido foi feita com suposto sobrepreço de R$ 715 mil. À época foram cumpridos mandados de busca e apreensão na secretaria municipal de Saúde e na casa do então secretário Luiz Antônio Possas de Carvalho, que foi afastado do cargo.

Outro lado

"Em relação à operação Overpriced, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que está à inteira disposição dos órgãos investigadores e da Justiça, já tendo contribuído com as informações solicitadas e destaca que suspendeu os pagamentos à empresa alvo das apurações", diz a prefeitura em nota.

 

 

 

Fonte: https://www.rdnews.com.br/


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